Neste mês, terá início o projeto ‘Rede de Empreendedores da Zona Norte’. Patrocinada pelo Instituto Center Norte, a iniciativa tem como objetivo transformar o consumo têxtil em uma ferramenta de inclusão social e econômica para mulheres e homens que vivem em situação de vulnerabilidade na Zona Norte de São Paulo, capacitando-os por meio da atuação em rede para que se tornem empreendedores da cadeia da moda, desenvolvam coleções e marcas próprias e ganhem escala em suas produções e vendas.

Destinado aqueles que já têm conhecimento prévio de corte, costura e artesanato, o projeto é gratuito, tem 50 vagas e duração de um ano. O processo de seleção aconteceu entre janeiro e fevereiro desse ano e contou com 358 inscrições, sendo 293 mulheres e 65 homens. Os critérios analisados para a escolha foram: capacidade técnica, necessidade da formação e localização.

Os 50 selecionados participarão, ao longo do ano, de diversas capacitações e aulas temáticas, ministradas por profissionais especializados da Rede Asta e da Aliança Empreendedora, onde irão aprimorar suas técnicas de design para a confecção de produtos com maior valor agregado. A estilista Gabriela Mazepa integra o projeto e irá auxiliar os participantes no desenvolvimento de suas coleções e marca própria. Os encontros, que acontecerão no Espaço Cursos do Shopping Lar Center, também irão abordar empreendedorismo e gestão de negócios e produção.

O projeto foi pensado após um diagnóstico vocacional da Zona Norte, realizado em 2016, que identificou uma forte atuação de organizações locais na área de corte e costura. Os dados levantados mostraram que mais de 300 pessoas já foram treinadas nesses cursos. No entanto, não foram medidos os dados de empregabilidade após a conclusão.

“Enxergamos uma excelente oportunidade para formar uma rede produtiva de corte e costura da região, com o propósito de promover o acesso ao conhecimento e ao mercado e o desenvolvimento de competências empreendedoras para a geração de renda e melhoria da qualidade de vida de pessoas em situação de vulnerabilidade social”, explica Gabriela Baumgart, vice-presidente do Instituto Center Norte.

Para a execução, o Instituto Center Norte firmou parceria com a Rede Asta, iniciativa social que busca contribuir para a diminuição da desigualdade oferecendo treinamentos, formação de rede e acesso ao mercado para artesãs e costureiras de baixa renda, e com a Aliança Empreendedora, que visa gerar novas oportunidades de trabalho e renda por meio do empreendedorismo, promovendo a inclusão e o desenvolvimento econômico e social. “Acreditamos que essa rede pode ser a solução para diversos problemas socioambientais e vai potencializar a economia do feito à mão na Zona Norte de São Paulo”, afirma Alice Freitas, diretora executiva e uma das fundadoras da Rede Asta.

Ao final do projeto, os participantes irão ocupar, de janeiro a março do próximo ano, o Quiosque Solidário – um espaço dentro do Shopping Center Norte criado para contribuir com a sustentabilidade de ONGs e instituições do Terceiro Setor, oferecendo uma nova fonte de receita e de divulgação do trabalho que realizam e a oportunidade para que desenvolvam competências de varejistas.

“Nosso objetivo é formar uma rede autônoma e independente, o que garantirá a sustentabilidade após o término de todo o projeto. Queremos que se fortaleçam como empreendedores do segmento de moda para que continuem trabalhando suas marcas, vendendo seus produtos e gerando renda”, conclui Gabriela.

Sobre o Instituto Center Norte  ===  Fundado em 2002, Instituto Center Norte tem como missão criar um ambiente de aprendizado e inovação para que pessoas e instituições empreendam soluções capazes de melhorar a vida na Zona Norte de São Paulo. Nós acreditamos que empreendedorismo e inovação social são grandes agentes de transformação e, combinados, podem tornar a Zona Norte um importante polo de desenvolvimento sustentável da cidade de São Paulo.

Sobre a Aliança Empreendedora  ===  Organização social que trabalha apoiando empresas, outras organizações sociais e governos para desenvolver modelos de negócios inclusivos e projetos de apoio a microempreendedores de baixa renda. A atuação da Aliança Empreendedora amplia o acesso a conhecimento, redes, mercados e crédito aos participantes dos projetos, ajudando no desenvolvimento ou na abertura de seus empreendimentos. Desde 2005, já apoiou 50 mil microempreendedores, por meio de 127 projetos e mais de 90 parceiros, gerando novas oportunidades de negócios, trabalho e renda pelo empreendedorismo, e promovendo inclusão e desenvolvimento econômico e social. No Brasil, também é membro oficial da Youth Business International e da Rede ANDE (Aspen Network of Development Enterpreneurs). Para saber mais, acesse: https://aliancaempreendedora.org.br/.

Sobre a Rede Asta  ===  A Rede Asta é um negócio social que atua na economia do feito à mão, desenvolvendo artesãs em empreendedoras que transformam resíduos em produtos bons, bonitos e do bem. Foi fundada em 2005 por Alice Freitas e Rachel Schettino com a missão de empoderar artesãs de áreas vulneráveis do Rio de Janeiro. Desde então, o projeto cresceu, se espalhou pelo Brasil, beneficiou 1.500 pessoas diretamente e transformou 10 toneladas de resíduos em produtos feitos à mão. Para saber mais, acesse: https://redeasta.com.br

 

 

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