Com o tema Festa do Divino, o Revelando São Paulo retorna, a partir desta 4ª feira (29/11/2017) em cinco dias  (até 3 de dezembro- domingo), à capital paulista. Sua volta coincide com os 20 anos de existência do evento e mostra aos paulistas a cultura tradicional do Estado.

 “A história do programa começa em 1997, quando a Secretaria da Cultura do Estado iniciou o festival. Foi um marco em sua existência e a primeira vez que o Estado se voltou, de forma substancial e programática, ao folclore, à cultura popular ou à cultura tradicional em São Paulo”, diz o curador do evento, Antônio Teixeira de Macedo Neto (Toninho Macedo). A produção deste ano do Revelando São Paulo será da Associação Paulista dos Amigos da Arte (APAA), que venceu o chamamento público promovido pela pasta da Cultura no ano passado para a realização do festival.

Programa – Toninho Macedo apaixonou-se profundamente pela cultura tradicional paulista. Trabalha no   Revelando desde o início, deixou para trás o forte sotaque carioca, o nome completo e mergulhou profundamente nas raízes da cultura paulista. Para confirmar, basta dar uma olhada nas peças do seu escritório, no centro velho da capital paulista. As figureiras de Taubaté e artesanatos de palha do mestre Aristides Antônio de Almeida, de Itararé, dão as boas-vindas aos visitantes.

“O Antônio Teixeira de Macedo Neto ficou na estrada. Agora todos me chamam de Toninho Macedo, do Revelando”

“Mais do que um festival, mais do que uma feira, mais do que um evento, o Revelando São Paulo é um programa. É exatamente aí – no constituir-se em um conjunto de ações regulares e perenes, cuja duração não se encerra em um horizonte temporal determinado – que reside o diferencial de um verdadeiro programa de ação cultural em relação às definições, posturas e procedimentos das iniciativas de cunho assistencialista”, afirma.

Toninho lembra com saudade do início do festival. “A primeira edição do Revelando São Paulo foi realizada no Parque do Ibirapuera e tínhamos 70 municípios representados. Em 1999, mudamos para o Parque da Água Branca, com 200 cidades cadastradas. Em 2010, fomos para o Parque do Trote, na zona norte de São Paulo. Por causa do grande espaço, chegamos a ter 24 carros de boi no local. Era uma logística e tanto”, lembra.

Tradição – O programa passou, também, a ter outras edições em Atibaia, São José dos Campos e Iguape. Depois de dois anos fora da capital paulista, retorna, agora, ao Parque do Trote. “Nesta edição, teremos 80 espaços de culinária, cem espaços de artesanato, 12 ranchos tropeiros e 200 grupos de cultura popular tradicional. Também são destaque o Espaço Cerâmica e o Espaço Brincadeiras de Todos os Tempos, para o público infantil,” salienta Toninho.

Delícias como o arroz do Divino, galinhada de Guararema, a comida de lobisomem de  Joanópolis e o peixe-azul-marinho de São Sebastião são algumas das iguarias que o visitante do Revelando São Paulo poderá degustar.

No palco, haverá encontros de violeiros, sanfoneiros, congadas e moçambiques, samba rural, catira e orquestras de viola. As culturas tradicionais estarão representadas por grupos de Folia de Reis, Dança de São Gonçalo e Dança de Santa Cruz.

Devoção – O grupo de devotos do Espírito Santo, da Paróquia de Nossa Senhora do Ó, os chamados divineiros, comemoram a volta do Revelando São Paulo e o tema da edição deste ano.

A Festa do Divino está presente na maioria dos municípios paulistas. Trazida para o Brasil pelos portugueses no século 16, é uma das maiores expressões da devoção popular brasileira. Durante o evento, comemora-se a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos de Cristo, o que ocorre 50 dias após o Domingo de Páscoa, que corresponde ao Pentecostes do calendário oficial católico.

Na capital, o destaque fica para a festa do bairro Freguesia do Ó, uma das mais antigas, datada de 1821. Mesmo com o crescimento do bairro, o evento mantém o seu esplendor e suas tradições, que passam de fiel para fiel.

“Quando soubemos do retorno do Revelando São Paulo para a capital e que o tema seria a Festa do Divino, quase desmaiamos de emoção. Há 18 anos, participamos do Revelando”, diz Maria Lúcia Miserochi de Oliveira Lins, herdeira da tradição de divineira da família.

De acordo com o diácono Benedito Camargo, da Paróquia Nossa Senhora do Ó, responsável pela Festa do Divino, os cargos de capitão, alferes e guardiões do mastro são disputadíssimos. “Realizamos uma eleição e quem é eleito assume o cargo por um ano com suas diversas funções”, explica.

O tradutor Carlos Eduardo Gonçalves Agostinelli, 36 anos, foi eleito capitão de mastro. “O mastro, lugar onde é pendurada a bandeira do Divino, é levantado no início das festividades, nove dias antes da Festa de Pentecostes. O capitão tem como responsabilidade cuidar desse mastro. Nunca senti tanta emoção e responsabilidade na minha vida”, diz. Maria Garcia Barreiros está na fila para ser guardiã da bandeira do Divino desde 2008. “Consegui a vaga de alferes. Meu marido, Matozinho, foi capitão de mastro. Fico feliz em levar a festa para além da Freguesia do Ó.” Sônia Silva, Patrícia de Oliveira, Mercedes Ferreira e Maria Cristina Lodka são guardiãs do Divino. “Nossa esperança é que tradições como essa continuem passando de geração para geração”, dizem, em coro.<< Com apoio de informações/fonte: Imprensa Oficial-Conteúdio Editorial / Repórter: Maria Lúcia Zanelli  – Diário Oficial do Estado/Executivo>>

SERVIÇO: Revelando São Paulo

VEJA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA = CLIQUE NO LINK:    https://bit.ly/2AkJUce

Data: 29 de novembro a 3 de dezembro

Horário: Das 9h00 às 21h00

Local: Parque Vila Guilherme-Trote e Mart Center – Rua Chico Pontes, 1532 ou Av. Nadir Dias de Figueiredo/Praça dos Tratadores  – Vila Guilherme — SP

Entrada Gratuita

Estacionamento: pago – consultar preços no local

 

 

 

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