São falsos os boatos sobre sequestro de crianças no Jaçanã e Tucuruvi

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Todos os dias chegam  na  redação do Diário ZonaNorte  denúncias dos mais variados tipos e a maioria delas infundadas.  Por  norma  editoral, cada uma delas é checada. Em alguns casos, solicitamos o Boletim de Ocorrência (B.O).

A bola da vez, são as  denúncias de que  crianças entre um e quatro anos de idade  são  supostamente seqüestradas para tráfico de órgãos infantis. A maioria  das denúncias tem origem em  áudios que circulam pelo WhatsApp  sem autoria conhecida.

AUTORIA DESCONHECIDA ===  É o tal do amigo, do amigo do primo que enviou…   Junto com as mensagens, áudios também são compartilhados  com mães que supostamente conhecem as vítimas, descrevendo como a ação ocorreu e até de supostas vítimas dando detalhes dos crimes.

SUPOSTOS CASOS NO JAÇANÃ E TUCURUVI  ===   Uma delas,  uma mulher afirmava que “em frente ao Banco Bradesco da Avenida Guapira, uma mulher tentou tirar meu filho de mim.  Eu segurei forte. Ela fugiu.. Tomem cuidado na Avenida Guapira.”      Outra  dizia que “ o  PCC (Primeiro Comando da Capital) deu um ‘salve geral’ aí que eles pegaram uma encomenda de órgãos infantis. Eles tem que pegar órgãos de crianças de um a quatro anos de idade. Eles estão seqüestrando  essas crianças e tirando os órgãos delas e consequentemente elas morrem. Então, evitem que as crianças fiquem nas ruas, fiquem bem atentos, porque a coisa é séria.”

Uma terceira ainda falava de  “uma senhora que foi esfaqueada, tentando salvar o neto  e foi encaminhada ao Hospital São Luiz Gonzaga, em estado grave”.    Outras  apontam que crianças estariam sendo sequestradas no Tucuruvi,  na porta de escolas ou por fotógrafos que assediam as crianças com o pretexto de fazer fotos.

SECRETARIA DA SEGURANÇA PÚBLICA SE MANIFESTA  ===  Em uma nota enviada à redação do Diário ZonaNorte, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) esclarece que “não há nenhum atendimento de ocorrência desta natureza  por parte das Polícias Militar e Civil  até o momento”.  Na nota, a  Secretaria de Segurança Pública esclarece ainda que a Polícia Civil investiga todas as denúncias registradas e o setor de inteligência policial monitora os boatos divulgados nas redes sociais”.
O Boletim de Ocorrência é o instrumento legal, que orienta as politicas de segurança pública. No caso de tentativas  ou sequestros efetivados de crianças, nenhuma vítima se dirigiu a qualquer delegacia ou acionou o 190. Então, para a justiça, eles não existem e não são investigados.

CRIME ===   De acordo com a polícia,  se identificado quem deu início ao boato, o responsável pode responder por crimes como calúnia ou denunciação caluniosa. E se ficar comprovado que a pessoa inventou ou quis prejudicar alguém com falsas histórias, a pessoa pode responder judicialmente.

A grande lição que a boataria deixa é, desconfie sempre de áudios de autoria desconhecida,  de informações superficiais veiculadas no Facebook ou sites de autoria duvidosa.    A internet é como um papel em branco, aceita tudo.
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