da Redação DiárioZonaNorte ===

A Zona Norte da cidade de  São Paulo foi a primeira região a receber a campanha de vacinação contra a febre amarela, em setembro de 2017, por  conta da proximidade com os chamados corredores ecológicos. Em outubro, com a confirmação de epizootia  no Horto Florestal, a vacinação foi ampliada para todos os postos da região.  Uma epizootia é uma doença que ocorre em uma população animal,  semelhante a uma epidemia em seres humanos. No caso da febre amarela, as vitimas são os macacos bugios que não são transmissores da doença e a morte deles é um alerta da presença do vírus da febre amarela silvestre em uma determinada área.

Os números === Até 24 de janeiro de 2018, quando terminou esta primeira fase da ação preventiva, foram vacinadas 1.366.592 pessoas nos postos da região, teoricamente  58% da população da Zona Norte.  Por que teoricamente?  Como muitas pessoas de outras regiões e até outros municípios próximos, vieram se vacinar nos postos da Zona Norte,  o percentual pode não refletir a real cobertura da população imunizada na região.

Ao longo de quatro meses, cerca de 90 Unidades Básicas de Saúde da Região aplicaram a vacina. Também foram criados  32 postos volantes – onde funcionários da Supervisão de Vigilância em Saúde – SUVIS aplicaram a vacina em  assentamentos e comunidades, supermercados, shoppings, batalhões de polícia, canteiros de obras,  além de diversas ações preventivas  que foram   intensificadas na região,  como a nebulização (fumacê).

Encerrada a primeira fase da campanha, somente duas unidades permaneceram vacinando contra a Febre Amarela na Zona Norte:  AMA/UBS Integrada Vila Palmeiras (Rua Francisco Lotufo, 24 – Freguesia do Ó – fone 3931.8242 ) e AME Especialidades Tucuruvi/ UBS Prof. Armando de Aguiar Pupo ( Av. Nova Cantareira, 1467 – fone 2952-6700 ).  Ambas têm como foco exclusivo de atendimento  as pessoas que vão viajar para lugares com recomendação da vacina.

Segunda fase da Campanha === Para imunizar  cerca de 900 mil pessoas da região, que ficaram de fora da primeira fase da Campanha de Vacinação  (seja porque não quiseram se vacinar por alguma razão, por não dar importância a doença, por ter idade avançada, problemas de saúde  ou  fazer uso de determinados medicamentos como anticoagulantes, corticóides,  etc),  a Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) Norte e a Supervisão em Vigilância em Saúde (UVIS), deu início 5ª feira (01/02/2018) a uma nova estratégia.

Coletiva de Imprensa === Para falar sobre o assunto, Iara Ferreira – Supervisora da Supervisão de Vigilância em Saúde Jaçanã/ Tremembé, concedeu uma entrevista coletiva na 6ª. feira (02/03/2018). O local escolhido foi a entrada principal do Horto Florestal e contou com as presenças das emissoras de televisão   SBT (Simone Queiróz), Globo (Tiago Scheuer), Record,  Tv Bandeirantes (Olivia Freitas),  GloboNews  e Tv Cultura/Tv Câmara e os jornais Gazeta da Zona Norte (Camila Alvarenga)  e DiárioZonaNorte (Maurício Benassatto). N.R.:  O DiárioZonaNorte transmitiu ao vivo a íntegra da entrevista. Veja aqui.

Remanescentes  ====  Com o objetivo de fechar o cerco das pessoas que ainda não foram vacinadas e não tem nenhum impedimento de saúde para receber a dose,  os agentes da UVIS estão fazendo uma  pesquisa casa a casa  e  realizam  levantamento sobre o percentual dos munícipes que ainda não foram imunizados  e  os bairros com menor cobertura vacinal. Em seguida, os dados são encaminhados à  Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa). De posse dos dados, será definida a estratégia para a vacinação do público restante, que deverá começar nos próximos dias de forma escalonada.  A previsão é que já, na  2ª feira,  a Secretaria Municipal de Saúde  divulgue como será a entrega de senhas e quais os bairros que terão Unidades Básicas de Saúde (UBS) com a vacina.

Casa a Casa  === A primeira região mapeada foi o entorno da da UBS Mariquinha Sciascia (Rua Dr. José Vicente, 39 – fone 2203.2489), no Tremembé.  A ação aconteceu no dia 01 de fevereiro, quando  três equipes de saúde percorreram   1.768 domicílios distribuídos  em quatro quarteirões, e detectaram que  59 pessoas não haviam sido vacinadas. Em um universo de 1.768, apenas 59 não estavam imunizadas é um número satisfatório.  Para os que estavam nas casas, no momento da visita, os agentes disponibilizavam a aplicação da vacina. Para  os  membros da família que não se encontravam no local, os  dados  eram anotados em planilhas para posterior vacinação.  Se o imóvel estiver fechado, é deixado um  aviso.

A região observou nos primeiros meses de campanha, uma busca alta pela vacina, chegando a vacinar 450 mil pessoas em uma semana (de 26 de outubro a 1 de novembro de 2017). No final de novembro, porém, em uma semana (de 30/11 a 7/12), a busca pela vacina nas unidades não ultrapassou 45 mil pessoas.

Guarulhos ====  Guarulhos registrou 12 casos confirmados da doença em moradores da cidade, sendo que 5 evoluíram para óbito.  Todos, sem exceção, contraíram o vírus em outros municípios da região.   Até o momento já foram imunizadas 548.605 pessoas na cidade.

Dia D ====  Estado de São Paulo teve o “Dia D” de vacinação contra febre amarela no  sábado (03/01/2018). Cerca de 900 postos ficaram  abertos, incluindo mais de 150 postos volantes montados nas regiões do Vale do Paraíba, Litoral Norte e Baixada Santista. A campanha de vacinação estadual, que começou em 25 de janeiro, tem o objetivo de imunizar 9,2 milhões de pessoas  em 54 cidades, nas quais há locais de concentração de mata.  No dia  17 de fevereiro, data prevista para encerramento da campanha, haverá outro “Dia D” no estado de São Paulo.

A campanha de vacinação fracionada ocorre em 53 municípios do Estado de São Paulo e em mais 20 distritos da capital paulista:  Campo Limpo, Capão Redondo, Cidade Ademar, Cidade Dutra, Cursino, Grajaú, Jabaquara, Jardim São Luís, Pedreira, Sacomã, Socorro e Vila Andrade, Cidade Líder, Cidade Tiradentes, Guaianazes, Iguatemi, José Bonifácio, Parque do Carmo, São Mateus e São Rafael.

Casos registrados === De 2017 até agora,  foram registrados  163 casos  de febre amarela  silvestre no estado de São Paulo e  61  evoluíram  para óbito. Das infecções por febre amarela silvestre, 58,8% foram contraídas em Mairiporã, 14,1% em Atibaia e 3% em Amparo. Essas três cidades respondem por três quartos dos casos de febre amarela silvestre no Estado e já contam com ações de vacinação em curso desde o ano passado.

Não há casos confirmados  de febre amarela urbana, na cidade de São Paulo. E também não há registros de casos de febre amarela urbana no Brasil – desde 1942.

Vacina fracionada === Cerca de 6,9 milhões de doses da vacina fracionada foram  disponibilizadas para as pessoas ainda não imunizadas que moram nos locais definidos pela campanha. Está prevista ainda a oferta de 2,3 milhões de doses padrão, destinadas a grupos específicos – crianças com idade entre nove meses e dois anos incompletos, pessoas que viajarão para países com exigência da vacina e grávidas residentes em áreas de risco.

A campanha está sendo realizada com dose fracionada da vacina, conforme diretriz do Ministério da Saúde. O frasco convencionalmente utilizado na rede pública poderá ser subdividido em até cinco partes, sendo aplicado  0,1 ml da vacina. De acordo com o ministério, a vacina fracionada tem eficácia comprovada de pelo menos oito anos.

Quem não pode === Portadores de HIV positivo, pacientes com tratamento quimioterápico concluído, transplantados, hemofílicos ou pessoas com doenças do sangue e de doença falciforme devem consultar o médico sobre a necessidade da vacina.  Além disso,  não há indicação de imunização para grávidas que morem em locais sem recomendação para vacina, mulheres amamentando crianças com até 6 meses e imunodeprimidos, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas.

Para pessoas que utilizem os  seguintes medicamentos: Azatioprina, Ciclofosfamida, Infliximabe, Etanercepte, Golimumabe, Certolizumabe, Abatacept, Belimumabe, Ustequinumabe, Canaquinumabe, Tocilizumabe e Rituximabe também não devem ser vacinadas. Na dúvida, consulte o médico ou um posto de saúde.

Veja a cobertura fotográfica clicando aqui, na fan page do DiárioZonaNorte.

 

 

 

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