A  Coordenadoria de Segurança Alimentar e Nutricional (Cosan), subordinada à  Secretaria Municipal de Trabalho e Empreendedorismo (SMTE) –  comandada pelo secretário Eliseu Gabriel  -, realizou a oficina “Aula Especial de Páscoa – Desvendando o Chocolate”.

A atividade reuniu  mais de 50 pessoas interessadas em aumentar sua renda, com a proximidade da Páscoa e aconteceu no  Centro de Referência em Segurança Alimentar (CRESAN) –  Banco de Alimentos, na Vila Maria – Zona Norte de São Paulo

De acordo com Lucélia Loiola,  coordenadora de projetos do CRESAN, o trabalho foi estruturado em duas etapas de forma a fornecer informações aos participantes sobre a entrada no mercado formal de trabalho por meio do programa  Microempreendedor Individual (MEI) e  fornecer ferramentas práticas para geração de renda com uma atividade focada no  formato “faça e venda”.    “Esta oficina  que acontece hoje, aqui no CRESAN, é a primeira de muitas que serão realizados em 2017”, disse Lucélia ao DiárioZonaNorte.

Empreendedorismo === A palestra inicial ficou à cargo de Gabriela Liana Gilberto, assessora técnica da SMTE  que, de uma forma leve e didática  ensinou à uma platéia que reuniu pessoas de diferentes idades e perfis, sobre como transformar conhecimento em negócio. Explanou sobre empreendedorismo,   plano de negócios, técnicas de marketing e vendas.

Da Cidade Tiradentes para a Vila Maria === Sentada na primeira fila, bem à frente da palestrante que falava sobre empreendedorismo, Maria Clara desenhava as letras nas palavras que recebia, tudo anotado em uma agenda do ano passado. Ela veio de longe, saindo da Cidade Tiradentes, para chegar à Vila Maria para aprender os princípios do empreendedorismo e, na sequência, a confecção de ovos de Páscoa. “Valeu a pena, sim. Apesar de ter me perdido um pouco, mas aqui vim aprender tudo para passar para o pessoal da minha comunidade”, declarou Maria Clara – que não quis declinar seu sobrenome. Segundo ela, a sua entidade conhecida como Associação Comunitária Vida Nova do Barro Branco, é associada do Banco de Alimentos para receber alimentos que sua entidade distribui para as famílias carentes de sua região. “E tudo que o Banco de Alimentos fizer de cursos, é muito bom e participaremos”, finalizou.

Caminho das Pedras para a legalização === Coube ao assessor técnico da SMTE,  Júlio César Nogueira da Silva, explicar também de uma forma muito didática aos presentes sobre os caminhos da formalização   de uma atividade  de trabalho,  questões previdenciárias e fiscais, linhas de crédito.

Chocolate e nutrição === A nutricionista Luiza Araújo  também fez uma palestra sobre a origem do cacau e suas propriedades nutricionais.  Luiza  lembrou à platéia que “se consumido de forma moderada, o chocolate com mais de 70% de cacau em sua composição  (meio amargo) é benéfico à saúde,  por ser rico em  antioxidantes, flavonoides, reduzindo a oxidação de LDL e  combatendo o colesterol ruim”

Cozinha experimental de primeiro mundo === A parte prática da atividade ficou por conta  da Chefe Kátia Oliveira e foi realizada na moderna cozinha experimental do CRESAN.  Com uma estrutura de fazer inveja aos mais modernos centros  educacionais de gastronomia da capital,  a cozinha contra com equipamentos de última geração como um forno Turbo Ciclone Elétrico  da Venâncio específico para atividades de panificação, dois fornos de pizza também da marca  Venâncio, quatro fornos de microondas e  um  cooktop instalado em uma mega bancada de aço inox.

Apoio da iniciativa privada === Na aula, que contou com o apoio institucional  da empresa Cacao Foods, dona da marca “Dona Jura” que cedeu o material utilizado pela Chefe Kátia, foi feito um panorama de técnicas básicas e formas de comercialização do produto chocolate.

As técnicas === A  chefe Kátia iniciou a oficina ensinando a forma correta de derreter o chocolate, a técnica de temperagem (que se feita de forma correta garante o brilho e qualidade ao produto final). Em seguida mostrou o  preparo de ovos tradicionais, aromatizados, crocantes, “de colher”, além de opções de  recheios, bombons, trufas, entre outros e deu importantes  orientações sobre peso dos produtos comercializados, embalagens e  faixa de preços.

Nem todo chocolate é chocolate  === A  chefe Oliveira também falo sobre os diferentes tipos de coberturas e lembrou que várias marcas de  “barras de chocolate” possuem informações abstratas sobre o produto, o que induz o consumidor a achar que está comprando “chocolate puro”.   Para designar as coberturas de chocolate, o mercado utiliza as terminologias:  chocolate puro, chocolate fracionado e chocolate hidrogenado. Cada tipo de chocolate atenderá uma função na cozinha, diferem no sabor, na qualidade e no preço.

Sobre o Banco de Alimentos  === O Banco de Alimento faz parte de uma política pública federal para  erradicação da pobreza. Em São Paulo, foi instituído em 2002  através da Lei 13.327 e é um centro de referência em segurança alimentar, auxiliando milhares de famílias em situação de vulnerabilidade, atendidas por meio  de  277  entidades  cadastradas (e checadas)  no CRESAN e está localizado  na  Vila Maria, em uma área de 12 mil metros quadrados.

DiárioZonaNorte fez uma conta rápida. Se cada uma das 277 entidades atender  no mínimo 100 pessoas, o trabalho do CRESAN vai impactar positivamente a vida de pelo menos 27.700 pessoas em  situação de vulnerabilidade social.  Sem alarde.  Sem holofotes, confetes e serpentinas. Sem pirotecnias. Um trabalho sério, silencioso e que   em um país com 13 milhões de desempregados é de  extrema importância.

A fome tem pressa === São estas entidades que se  encarregam de distribuir os alimentos arrecadados à população, seja através de refeições prontas ou repasse direto às famílias vulneráveis. Em contrapartida, as entidades conveniadas com o CRESAN  participam de  atividades de capacitação e educação alimentar.

Parte importante do estoque de alimentos é proveniente do Programa de Aquisição de Alimentos do Governo Federal e da Conab. Legumes, verduras e grãos são entregues por Cooperativas de Agricultura Familiar, que recebem o pagamento direto do Governo Federal.  Alimentos industrializados, considerados impróprios para a comercialização (com pequenos problemas na embalagem ou próximos da data de vencimento) mas adequados ao consumo, são doados por empresas.

Heróis de branco === É um trabalho de fôlego. A equipe de nutricionistas do CRESAN vai até as empresas (indústrias, supermercados, atacarejos) e  capacita os envolvidos no processo,  trabalham o lado comportamental destas pessoas e criam  uma empatia para eles entendam quem serão os beneficiários dos alimentos que serão separados por eles para doação.   Quando os alimentos chegam  passam por nova vistoria pela equipe de nutricionistas do CRESAN, são separados em caixas para só então serem distribuídos para as entidades.

Capacitação de feirantes === O CRESAN também é responsável pelo curso obrigatório de Boas Práticas e Segurança Alimentar,  obrigatório para todos os feirantes que atuam na cidade de São Paulo. Sem ele, os feirantes não tem o  seu cadastro renovado.

A estrutura na luta contra a desnutrição === A Secretaria Municipal  de Trabalho e Empreendedorismo, através do CRESAN,  disponibiliza além da fantástica cozinha experimental (onde foi ministrada a oficina Aula Especial de Páscoa – Desvendando o Chocolate) e dos espaços destinados ao estoque e manipulação dos alimentos distribuídos para as entidades, uma biblioteca com títulos voltados ao assunto nutrição e segurança alimentar, espaço multimídia e  auditório.

Quem faz === A linha de frente do  CRESAN é formada por Eliana Martins (nutricionista e gestora do equipamento), Lucélia Loiola (coordenadora de projetos) e os nutricionistas Luiza Araújo, Roberta Teixeira, Natália Alcalá, Andreia Gozzo, Fabiana Barbosa e Bruno Nascimento Lopes.

 

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