por Aguinaldo Gabarrão (*)

Da cabeça de Leigh Whannell, roteirista, produtor, ator, surgiu “Insidious” (malévolo, pérfido), franquia conhecida no Brasil com o título de “Sobrenatural”, que desde 2010 tem alcançado ótimos resultados nas bilheterias: os quatro filmes custaram juntos U$ 26 milhões e, até o momento, o faturamento total da franquia chegou a meio bilhão de dólares.

Além de Leigh, outro responsável por esse fenômeno atual do gênero terror é James Wan, amigo do ator desde os tempos em que estudavam na Austrália.

A trama do destino ===  Neste quarto filme Elise Rainier (Lin Shaye) é chamada para resolver o caso de uma assombração no Novo México. O que seria apenas mais um evento ganha ares especiais quando ela descobre que o espírito malévolo está justamente na casa em que ela passou a infância. Ao lado de Specs (Leigh Whannell) e Tucker (Angus Sampson), Elise se depara com seu caso mais pessoal.

Este quarto filme segue a fórmula que deu certo. Sequencias em que outra dimensão sombria sempre recebe a visita de médiuns e, é habitada por espíritos que aguardam uma oportunidade para escaparem daquele limbo, ou tem o desejo claro de possuir os corpos dos vivos. Outro recurso usual e algo manjado, diz respeito às aparições inusitadas de figuras espectrais.

Competência e carisma ===  Porém, o charme está na personagem Elise, interpretada de forma absolutamente convincente pela carismática atriz Lin Shaye. Não há excessos em seu trabalho e ela consegue com equilíbrio apresentar o crescente terror que vem à tona, na medida em que a verdade se revela.

Em entrevista recente, Lin comentou seu prazer em trabalhar nos filmes da franquia “Insidious”. E, sobre sua personagem, neste episódio, comentou: “… nada se sabia sobre o seu passado”, e completa: “… todos os elementos que mostram a pessoa que Elise era vão em direção a Elise que conhecemos”.

O passado revelado === Mas, nem só de terror vive “Sobrenatural”. Coube à dupla Specs (Leigh Whannell) e Tucker (Angus Sampson), amigos de longa data na vida real, a tarefa de trazer o alívio cômico à história.

O roteiro escrito por Whanelli apresenta boas sacadas, como apresentar a personagem Elise quando criança, no distante ano de 1953, e esclarece características de seu comportamento e mediunidade. Outro aspecto muito interessante é a revelação quanto a natureza de algumas das sinistras aparições vistas por Elise desde a infância, cuja revelação na parte final é a grande surpresa da trama.

E os fãs e admiradores, aguardem: “Sobrenatural – a última chave”, não é o ponto final da saga de Elise.

Assista ao trailer do filme: https://www.youtube.com/watch?v=5d4HePyUsCQ

FICHA TÉCNICA

Sobrenatural – A Última Chave (Título original – Insidious: The Last Key)

Direção: Adam Robitel / Roteiro: Leigh Whannell ==  Elenco: Lin Shaye, Angus Sampson, Leigh Whannell, Bruce Davison, Josh Stewart, Javier Botet, Tessa Ferrer, Spencer Locke, Marcus Henderson.

Gênero: Terror / Duração: 103 minutos

Classificação indicativa: 14 anos / País: EUA / Ano de Produção: 2017

Lançamento: 18 de janeiro de 2018 (Brasil)

SERVIÇO

(Verifique as sessões e se o filme é legendado ou dublado)

Rede Cinemark – Rede Cinépolis – Rede Playarte – Espaço Itaú de Cinema – Pompéia


 

(*) Aguinaldo Gabarrão, ator e dramaturgo. Iniciou em 1989 sua trajetória profissional no teatro com o espetáculo “Halloween, o dia das bruxas”, do dramaturgo Nery Gomide. Trabalhou com diretores de diferentes estilos e gerações: Jayme Compri, Hamilton Saraiva, Eugênia Thereza de Andrade, Fabio Caniatto e Antônio Abujamra entre outros. Atua também no segmento corporativo por meio de cursos, treinamentos e palestras com as técnicas do teatro.

Nota da Redação: As críticas publicadas neste espaço são de inteira responsabilidade de seus autores. As opiniões nelas emitidas não exprimem, necessariamente, o ponto de vista do “DiárioZonaNorte” e nem de sua direção.


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