da Redação DiárioZonaNorte ===

Com a chegada do outono é muito comum o aumento dos casos de conjuntivite.  A doença normalmente tem uma duração de quinze dias e tem como principais sintomas olhos avermelhados e lacrimejantes,  coceira, secreção esbranquiçada e sensação de areia nos olhos, além das pálpebras inchadas e sensibilidade à luz.

Vírus e bactérias podem ser causadores da conjuntivite, além de reações alérgicas a poluentes ou substâncias irritantes como fumaça, cloro de piscinas, produtos de limpeza ou maquiagem. Outra forma comum é a conjuntivite primaveril, ou febre do feno, geralmente causada por pólen espalhado no ar.

Em nota, o   Centro Nacional de Epidemiologia (Cenepi), da Fundação Nacional de Saúde, informa que foi notificada pelas Secretarias Estaduais de Saúde de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Brasília  e  Mato Grosso do Sul sobre a ocorrência de surtos de conjuntivite aguda, totalizando 184.840 casos.  Também já foram registradas ocorrências na baixada Santista.

O Cenepi, continua a nota,  informa ainda  que foi identificado como agente etiológico em algumas amostras de pacientes o enterovírus 70 (Cocksackie A 24), o qual tem sido associado, em alguns casos, à conjuntivite hemorrágica.   A conjuntivite causada pelo enterovírus 70 tem alta transmissibilidade e se dá por meio do contato direto com secreções oculares de uma pessoa infectada. E, de maneira indireta, por meio de superfícies, instrumentos ou soluções contaminadas. É frequente a transmissão hospitalar, em escolas e creches, bem como a disseminação secundária, no núcleo familiar.

São Paulo ===   No estado e no município de São Paulo, até agora,  não há registro de surtos de conjuntivite.  De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, os casos ocorrem de  forma endêmica no Município de São Paulo, isto é, há ocorrências durante todo o ano, podendo apresentar características sazonais. É o caso das conjuntivites alérgicas que tendem a ocorrer mais na primavera e as virais mais comuns no verão e inverno

SUVIS preparada === Entretanto, desde o ano de 2013 a COVISA vem realizando o controle de casos individuais de conjuntivites por meio de 73 Unidades – Sentinelas distribuídos nos serviços de saúde das áreas de abrangência de todas as Supervisões de Vigilância em Saúde (SUVIS), monitorando o número de casos individuais de conjuntivites  com o intuito de detectar e controlar precocemente os surtos e possíveis epidemias dessa doença.

De acordo com orientações do Ministério da Saúde, apenas os surtos de conjuntivite são de notificação compulsória e de registro no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan Net) .  Porém,  desde o ano de 2013 a COVISA realiza  o controle de casos individuais de conjuntivites por meio de 73 Unidades – Sentinelas distribuídos nos serviços de saúde das áreas de abrangência de todas as Supervisões de Vigilância em Saúde (SUVIS), monitorando o número de casos individuais de conjuntivites  com o intuito de detectar e controlar precocemente os surtos e possíveis epidemias dessa doença.

Todo surto de conjuntivite é monitorado pelas SUVIS de referência, sob a supervisão da Equipe Doenças Oculares Transmissíveis – COVISA, até o seu encerramento. Os técnicos das SUVIS, são treinados para realizar os procedimentos de coleta de material biológico, secreção ocular e sangue, na tentativa de isolamento do agente causal e intensificam as ações de educação em saúde pertinentes para evitar a propagação da doença

Sequelas ==== A mais grave complicação da conjuntivite é a opacificação da córnea que pode levar à cegueira Procure  assistência médica oftalmológica na ocorrência de sinais e sintomas de conjuntivite, evitando a automedicação. E, a principal receita para a conjuntivite é a prevenção  Cuidados simples, porém eficientes:

  1. Lave as mãos sempre, com água e sabão. Use álcool gel, principalmente quando estiver em lugares públicos
  2. Seque as mãos com toalhas de papel descartáveis, quando estiver em ambientes públicos.
  3. Se precisar limpar ou secar alguma secreção nos olhos, use lenços de papel e e jogue-os fora após o uso. Não guarde os lenços contaminados no bolso para reutilização
  4. Não compartilhe itens de uso pessoal, como toalhas de mão e rosto, itens de maquiagem, travesseiros, óculos de sol; Para evitar a  reinfecção não utilize  novamente a maquiagem ou lentes de contato que possa ter usado no período que estava doente.
  5. Não compartilhe suas lentes de contato com outra pessoa (de grau ou estéticas) e interrompa o uso caso apresente sintomas da conjuntivite.
  6. Proteja nariz e a boca quando tossir ou espirrar e evite esfregar ou tocar os olhos
  7. Limpe sempre as superfícies com um álcool (mesa de trabalho, tela de computadores, smartphones – tudo que estiver exposto ao ar e você possa tocar.
  8. Ao nadar, use óculos de natação para se proteger de bactérias e outros microrganismos presentes na água

Normalmente, a disseminação é rápida em ambientes fechados. Por isso, é preciso ter um cuidado especial em locais como escolas, creches, escritórios e fábricas.

 

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