Com a chegada das férias, muitos motoristas e seus familiares transitam pelas rodovias. São viagens para visitar parentes, conhecer novos lugares ou retornar a outros já conhecidos. Nessa época também há expressivo aumento nos registros de acidentes. Somente no feriado do Natal, por exemplo, ocorreram 717 acidentes nas rodovias paulistas, 292 deles com vítimas, com 20 mortes.

Segundo o capitão PM Milton Ossamu Yuki, do 1º Batalhão de Polícia Rodoviária, localizado em São Bernardo do Campo, quem viaja com crianças, idosos ou animais de estimação deve tomar cuidado redobrado com as normas de segurança. “O condutor deve respeitar o ritmo das crianças, dos idosos e dos animais de estimação. Nunca se deve parar em acostamentos para que o pet possa sair e fazer xixi, por exemplo. É aconselhável estabelecer um roteiro de paradas prévias a cada duas horas em lugares seguros como, por exemplo, pontos de parada com iluminação, serviços de conveniência, bases da Polícia Militar ou de concessionárias ou do DER, para que condutor, passageiros (crianças e adultos) e animais de estimação possam beber água, descansar um pouco e esticar as pernas”, diz o oficial.

Crianças – De acordo com o artigo 64 do Código Brasileiro de Trânsito (CTB) somente a partir dos 10 anos de idade as crianças podem ser transportadas no banco dianteiro. O artigo 168, por sua vez, estabelece que o motorista que descumprir essa norma de segurança está cometendo infração gravíssima. Crianças de até 10 anos devem ser conduzidas no banco traseiro, em dispositivos adequados a cada idade e tamanho. Bebês de até nove quilos precisam de uma cadeira do tipo “conchinha”, que fique de costas para o painel do carro. Para crianças entre nove e 18 quilos é obrigatório o uso de uma cadeirinha, que, nesse caso, pode ser virada para frente. A partir de 18 quilos, elas podem usar os assentos elevatórios, sempre presos pelo cinto do carro.

No caso de desobediência, o veículo fica retido até o condutor providenciar o meio adequado para transportar a criança dentro do carro. Além disso, o condutor receberá sete pontos na CNH, por ser considerada infração gravíssima, e pagará multa no valor de R$ 293,47.

O capitão Yuki adverte que, independentemente de multas ou pontos na carteira, o que importa é a segurança. “Por isso, mesmo que as crianças chorem ou reclamem, os pais não devem ceder e tirá-las da cadeirinha. Transportá-las no colo é uma das situações que mais potencializam danos em caso de acidente”, afirma. Para distrair os pequenos, vale levar DVD portátil, inventar jogos de adivinhações ou contar historinhas. Quanto mais longa a viagem, maior a necessidade de programar paradas em intervalos regulares para que a criança possa correr, pular, andar e gastar um pouco de energia antes de retornar à estrada.

Animais – Da mesma forma que as pessoas devem sempre usar o cinto de segurança para viajar com mais tranquilidade, o animal também precisa estar bem seguro dentro do automóvel. “Em caso de acidente, ou se o motorista tiver de frear repentinamente, o animal de estimação pode se transformar em um projétil, caso não esteja devidamente seguro Além disso, o animal solto no carro pode distrair o condutor e, dessa forma, reduzir sua atenção aos perigos da estrada”, alerta o capitão.

Para aumentar a segurança de todos, ao dirigir com um animal a bordo, deve ser usado cinto de transporte de animais ou as caixas de transporte para pets. O oficial ressalta que o animal não pode ser transportado no colo, entre as pernas ou ir solto no carro com a cabeça fora da janela. “Se o condutor for flagrado levando um animal solto dentro do carro, estará infringindo o artigo 252 do Código de Trânsito Brasileiro. É uma infração de natureza média. O motorista recebe quatro pontos na carteira e leva multa de R$ 130,00.”

O artigo 235 do CTB proíbe transportar animais em partes externas do veículo, salvo em casos devidamente autorizados. << Com apoio de informações/fonte: Imprensa Oficial – Conteúdo Editoria – Texto: Maria Lúcia Zanelli >>

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