Infelizmente, hoje não conhecemos os vizinhos. Com o programa Vizinhança Solidária, os moradores, passam a se conhecer e a ajudar a Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) na segu rança das suas casas e residências. Mudam, inclusive, seus relacionamentos e suas vidas”, afirma o coronel PM Homero de Giorge Cerqueira, comandante do Comando de Policiamento de Área Metropolitana 3 (CPAM-3), localizado na Zona Norte/Nordeste da capital paulista. A área abrangida pelo CPAM-3 tem 227 quilômetros quadrados e 4,1 milhões de habitantes. O programa do CPAM-3 está ativo nas áreas do 5º, 9º, 43º e 47º Batalhão, na zona norte.

O Vizinhança Solidária teve início em 2009 como projeto piloto no bairro Itaim Bibi. De acordo com a Diretoria de Polícia Co – munitária e de Direitos Humanos (DPCDH), à qual o programa está vinculado, a PM aposta em sua expansão, pois ele cria bolsões de segurança entre prédios, residências e comércio. O programa está sendo instalado gradativamente em 66 batalhões espalhados em todo o Estado de São Paulo.

Prevenção – Moradora e síndica de um prédio no alto de Santana, Célia Melo Lima diz que pediu a instalação do programa Vizinhança Solidária na rua depois que um prédio próximo ao seu foi invadido. “Era período de férias e algumas pessoas entraram, pelos fundos, no prédio. Fizeram um arrastão e levaram o que puderam. Ficamos apavorados”, afirma a empresária. Outro problema apontado era o alto número de furtos de carros. Em média, 30 por mês. “Hoje, temos um grupo no WhatsApp. Começamos a nos reunir semanalmente, conhecemos alguns vizinhos e realizamos ações de responsabilidade social com a PM”, salienta.

É responsabilidade dos moradores auxiliar na prevenção de crimes. Não adianta apenas reclamar do problema. É necessário identificá-lo e ajudar a solucioná-lo, explica o tenente-coronel PM Rogério dos Santos, comandante do 43º Batalhão. Para o tenente-coronel PM Mário Pugliesi Falararro, comandante do 9º Batalhão, “o simples gesto de pedir para um morador ou porteiro da mesma rua olhar a casa e acionar a polícia caso escute algum barulho estranho ou veja algo suspeito é uma medida que se mostra eficaz contra criminosos”.

O coronel PM Homero explica: “A ideia do Vizinhança Solidária é resgatar aquilo que nossos pais faziam, que é um vizinho conhecer o outro e, quando ocorrer algo de estranho, avisar ou acionar as autoridades”.

Redução – “Criamos grupos do programa no WhatsApp. Hoje, temos 2,2 mil pessoas cadastradas e atendemos 9,9 mil pessoas/dia. Trabalhamos com a prevenção primária e diminuímos roubos e furtos nas áreas onde o programa está instalado”, explica o capitão PM Marcelo Reco, da 2ª Companhia do 43º Batalhão.

O coronel Homero salienta que a cooperação dos vizinhos não inibe as pessoas de ligar para o 190 (serviço de emergência da Polícia Militar). “Aliás, após qualquer ocorrência é bom ligar para o 190. Isso permite que tenhamos números precisos para realizar ações para evitar futuras ocorrências.”

Em algumas regiões como a do entorno do Complexo Hospitalar do Mandaqui ocorriam 30 furtos de carros por mês, ou seja, um carro por dia. Com a instalação do programa nas ruas próximas ao complexo, o número de furtos e roubos de carros caiu para quatro por mês.

Mudanças – O capitão PM Reco explica que são realizadas palestras com o síndico e os funcionários do prédio (zeladores, faxineiros e porteiros) com recomendações de segurança e exemplos práticos. “Os funcionários têm participado bastante e vêm pedindo para estendermos as palestras aos moradores” , diz Célia.

As orientações de segurança são dadas durante as palestras e em folhetos que são entregues aos condôminos e afixados nos elevadores. Há, ainda, uma placa indicativa de que aquele condomínio participa do programa. Célia afirma que a participação dos moradores é fundamental. “É preciso mudar a cultura do condômino de que o porteiro deve abrir a porta para visitas ou para prestadores de serviço sem aviso.”

Os soldados PM Pamela Jéssica da Silva Amaral e Antonio Gabriel Ligeiro salientam que o Vizinhança Solidária modificou, inclusive, o relacionamento da comunidade com a polícia. Eles nos chamam pelo nome, participam das reuniões dos Conselhos Comunitários de Segurança–Consegs e até nos ajudam nas ações sociais. “Uma das ações que será realizada, graças ao programa, é o Natal Solidário. Os participantes apadrinham crianças que moram em abrigos. Nesse dia, há uma grande troca de carinho entre as crianças e seus padrinhos. Será uma experiência inesquecível”, finaliza o capitão PM Reco.   << Com apoio de informações/fonte: Imprensa Oficial – Conteúdo Editorial / Texto: Maria Lúcia Zanelli – Fotos: Paulo César da Silva >>

Recomendações de cuidados em condomínios:

Síndicos
• Solicite antecedentes criminais e pessoais dos funcionários a serem admitidos
• Cadastre e mantenha atualizada a relação de condôminos, incluindo desde a placa dos veículos até os nomes de parentes próximos para contato em casos de emergência
• Encaminhe os funcionários para treinamento em segurança
• Fiscalize a rotina de trabalho dos empregados

Funcionários
• Obedeça às ordens e normas relativas à segurança do condomínio
• Nunca abandone seu posto de trabalho para atender estranhos no portão

Condôminos
• Compreenda as ações preventivas dos funcionários
• Somente desça à portaria quando o assunto lhe for pertinente, evitando dessa forma se expor desnecessariamente
• Evite comentários sobre sua vida íntima, seu patrimônio e ganhos na frente de estranhos ou mesmo de funcionários

Fonte: Polícia Militar do Estado de São Paulo

Natal 2017 CN

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