Da Redação DiárioZonaNorte

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS), em parceria com o Governo do Estado, realizou neste sábado (21/10/2017), vacinação de 4.126  pessoas que residem na região do Horto Florestal contra a febre amarela.

A ampliação da vacinação se deu após um macaco do tipo Bugio ter sido encontrado morto no Parque do Horto e os exames sorológicos e histoquímico das amostras do primata terem confirmado, no meio da tarde da última 6ª feira (20), a presença do vírus da febre amarela.

O prefeito regional Alexandre Pires acompanhou de perto todo o trabalho, juntamente com a equipe da INOVA e da SUVIS Jaçanã/Tremembé.

Horto e Parque da Cantareira fechados === O  Horto Florestal e o Parque da Cantareira, ficarão  fechados preventivamente e por tempo indeterminado a partir deste sábado (21/10/2017).  O fechamento faz parte do protocolo do  Ministério da Saúde, que  realiza a vigilância de epizootias (doenças que atacam animais) desde 1999, com o objetivo de antecipar a ocorrência de doenças. Assim é possível fazer a intervenção oportuna para evitar casos humanos, por meio da vacinação das pessoas e também evitar a urbanização da doença por meio do controle de vetores nas cidades.

Esforço de Guerra === A ação foi um verdadeiro esforço de guerra e envolveu uma logística fora do comum. Em tempo recorde, após a  tomada de decisão sobre  fechar para o público o Horto Florestal e o Parque da Cantareira,  as vacinas foram disponibilizadas pelos órgãos oficiais e a equipe  da  Coordenadoria Regional de Saúde -CRS-Norte  montou esquema emergencial de vacinação para os moradores do entorno e para aqueles que frequentaram o parque desde o último dia 9 de outubro (data da morte do macaco tipo bugio).

Fumace ===  Além da vacinação foram feitas ações de nebulização (fumacê) na Vila  Amélia e nas proximidades do Horto Florestal, já que a febre amarela silvestre (FAS) é transmitida pelos mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes  e a febre amarela urbana (FAU) é transmitida pelo Aedes aegypti, o  mosquito da dengue.

Vacinação === A vacinação aconteceu entre 9 e 17 horas em um posto volante instalado na associação do bairro, localizada na rua Tomé Afonso de Moura, 345 e nas UBS Horto Florestal e UBS/AMA Jardim Peri.

A UBS Horto vacinou  1.633 pessoas,  a UBS/AMA Integrada Jardim Peri vacinou  1.493 pessoas e o posto volante instalado na Associação dos Moradores da Vila Amélia vacinou mais de 900 pessoas — os números são de uma primeira prévia.

Apesar do tempo médio de espera na fila ter alcançado três horas, todos foram vacinados. Na próxima 2ª feira (23) os moradores da região terão mais dois postos, entre 8 e 17 horas à disposição: as UBS Vila Dionísia e Mariquinha Sciascia.

Custo na rede particular ===  Vale lembrar que a vacina é gratuita na Rede Pública de Saúde, já na rede particular o preço da dose oscila entre  150 a 280 reais.

A vacina – A Organização Mundial da Saúde considera que apenas uma dose da vacina já é suficiente para a proteção por toda a vida.  A vacina não está indicada para gestantes, mulheres amamentando crianças com até 6 meses e pessoas imunodeprimidas, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas (portadores de Lúpus, por exemplo). Em caso de dúvida, é importante consultar o médico.

Sobre a febre amarela e transmissão  ==  A transmissão do vírus para o macaco foi do tipo silvestre, já que o vetor encontrado foi o mosquito haemagogus, comum em regiões rurais e de mata. É importante destacar que macacos não transmitem a febre amarela para a população.   Esses animais são hospedeiros do vírus, transmitido de forma silvestre pelos mosquitos haemagogus e sabethes.  No ambiente urbano,  quem transmite a febre amarela é o  Aedes aegypti, o mesmo mosquito que transmite a dengue.

Convencionalmente, a vacina contra a febre amarela é indicada apenas aos moradores de regiões silvestres, rurais, de mata e ribeirinhas e para aqueles que vão viajar a esses locais ou os que estão classificados como regiões de risco.

A capital não registrou nenhum caso autóctone de febre amarela silvestre em 2017. Este ano, foram registrados no município de São Paulo, 12 casos importados de febre amarela silvestre. Não há casos de febre amarela urbana no Brasil desde 1942.

Sobre a doença ===  Os sintomas iniciais incluem febre, calafrios, dor de cabeça, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. Cerca de 20-50% das pessoas que desenvolvem doença grave, podendo vir a óbito.

Às pessoas que identifiquem alguns destes sinais, o Ministério da Saúde recomenda procurar um médico na unidade de saúde mais próxima e informar sobre qualquer viagem para áreas de risco nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas. Essa orientação é importante, principalmente, àqueles que realizaram atividades em áreas rurais, silvestres ou de mata como pescaria, acampamentos, passeios ecológicos, visitação em rios, cachoeiras ou mesmo durante atividade de trabalho em ambientes silvestres.

Vacinação continua  ===  O esquema de vacinação continua nesta 2ª feira (23/10), a das 8 às 17 horas,  quando serão acrescentados outros dois locais de vacinação contra a febre amarela na Zona Norte:  UBS Vila Dionísia (Rua Chen Ferraz Falcão, 50, Vila Dionísica)  e UBS Mariquinha Sciascia (Rua Dr. José Vicente, 39 – Tremembé). A Secretaria Municipal de Saúde e a Coordenadoria Regional de Saúde -CRS-Norte poderão dar novas instruções sobre novos locais, se necessários, e um balanço das medidas. Mas não há necessidade de pânico e as vacinações devem ocorrer normalmente, sem atropelos.

Institucional Trevo

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